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quarta-feira, 2 de março de 2016

[RESENHA] A Menina Submersa: Memórias - Caitlín R. Kiernan

Por Patricia Christmann


A Menina Submersa: Memórias



ISBN-13: 9788566636253
ISBN-10: 8566636252
Ano: 2014 
Páginas: 320
Idioma: português 
Editora: DarkSide® Books

Sinopse: 'A Menina Submersa - Memórias' é um verdadeiro conto de fadas, uma história de fantasmas habitada por sereias e licantropos. Mas antes de tudo uma grande história de amor construída como um quebra-cabeça pós-moderno, uma viagem através do labirinto de uma crescente doença mental. Um romance repleto de camadas, mitos e mistério, beleza e horror, em um fluxo de arquétipos que desafiam a primazia do 'real' sobre o 'verdadeiro' e resultam em uma das mais poderosas fantasias dark dos últimos anos. Considerado uma 'obra-prima do terror' da nova geração, o romance é repleto de elementos de realismo mágico e foi indicado a mais de cinco prêmios de literatura fantástica, e vencedor do importante Bram Stoker Awards 2013. A autora se aproxima de grandes nomes como Edgar Allan Poe e HP Lovecraft, que enxergaram o terror em um universo simples e trivial - na rua ao lado ou nas plácidas águas escuras do rio que passa perto de casa -, e sabem que o medo real nos habita. O romance evoca também as obras de Lewis Carrol, Emily Dickinson e a Ofélia, de Hamlet, clássica peça de Shakespeare, além de referências diretas a artistas mulheres que deram um fim trágico à sua existência, como a escritora Virginia Woolf.
Um livro dentro de outro livro.
Realmente é isso, mas não somente isso, há muito mais!
Sou apaixonada pela edição especial com formato de diário! É maravilhosa! Mas tenho apenas a normal. Com folhas amarelas e fonte bem adaptada, o livro A Menina Submersa contem varias ilustrações ao decorrer das páginas. Achei muito fofo os besouros, folhas, borboletas que encontrei no meio da leitura. Acrescenta um ar mais surreal a história, não que precise.
A leitura é meio difícil no começo, pois a narração é feita em primeira pessoa e em momentos diferentes, o presente e o passado se misturam para mostrar um pouco desse mundo de sereias e lobos.
'Vou escrever uma história de fantasmas agora’, ela datilografou. 'Uma história de fantasmas com uma sereia e um lobo’, datilografou mais uma vez.
Em A Menina Submersa, Caitlín nos apresenta India Morgan Phelps, filha de Rosemary Anne e neta de Caroline. Uma jovem em busca de algo que lhe ajude a se livrar da “maldição da família Phelps”. Com um histórico genético esquizofrênico e paranoico, Imp luta contra os fantasmas de sua vida.
A historia de Imp gira em torno de Abalyn, sua namorada e de Eva Canning, uma sereia-loba. Imp escreve um “diário” para tentar aprisionar seus fantasmas em algum lugar que não seja nela mesma. E para tentar entender o que realmente aconteceu.
O que mais tememos não é o conhecido. O conhecido, por mais horrível ou prejudicial à existência, é algo que podemos compreender. Sempre podemos reagir ao conhecido. Podemos traçar planos contra ele... Mas o desconhecido desliza através de nossos dedos, tão insubstancial quanto um nevoeiro.
Seus ataques de pânico e alucinações são cada vez mais fortes e frequentes, causando sérios danos a sua vida profissional e pessoal.
Caitlín nos mostra um mundo totalmente confuso e distorcido pela esquizofrenia onde somos levados aos piores pesadelos ou a fascinação cegante de fatos que nem mesmo Imp sabe se são reais. Uma personagem que esta ciente de que pode estar mentindo mesmo tentando contar apenas a verdade. Um mundo totalmente diferente para nos lúcidos.
Será que somos capazes de entender o que se passa no mundo de Imp? Será que ela mesma sabe o que aconteceu? Ou seria uma fantasia criada para bloquear seus verdadeiros traumas?

Espero que gostem.
Grande beijo meus queridos.



2 comentários:

  1. Terminei a história sem realmente saber se tinha entendido tudo. As divagações da personagem e os dilemas pra saber o que era real ou não me deixaram totalmente confusas, mas talvez esse fosse o objetivo da autora, fazer-nos entrar na mente da personagem, e assim decidir por conta própria o que é realidade dentro de tudo.

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    1. Concordo Fernanda. Acredito que a verdadeira intenção da autora seja realmente nos mostrar a perspectiva de uma pessoa com esquizofrenia, a qual acredita em todas as suas alucinações e ao mesmo tempo pode duvidar de toda a realidade.

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